De acordo com relatório divulgado pela plataforma de informação EMIS, as vendas no varejo brasileiro podem crescer até 3,8% no ano de 2022. Esse crescimento será sustentado pelos avanços da campanha de vacinação contra a Covid-19, que vêm permitindo a reabertura e recuperação do comércio.

A pandemia levou a um boom de compras online, o que forçou os lojistas a investirem no e-commerce. Essa tendência, entretanto, não acaba com as lojas físicas. Pelo contrário, há uma integração entre o físico e o online como parte da estratégia omnichannel dos varejistas. O principal objetivo dessa integração é melhorar o engajamento dos clientes, usando lojas físicas para apoiar as vendas online.

Dentro desse contexto, entender as preferências do consumidor e reforçar a sustentabilidade nos negócios são elementos indispensáveis. Assim, é fundamental saber como utilizar os recursos disponíveis para se destacar em relação à concorrência.

Confira algumas maneiras de melhorar seus resultados:

 

  1. Entenda – e explore – o novo cenário do varejo

A pandemia permitiu que os varejistas vissem com clareza a importância do comércio online. Tanto em território nacional, como em negócios internacionais, essa ferramenta garante praticidade, economia e poder de escolha para os clientes. Mesmo com a reabertura de lojas e centros comerciais, o e-commerce ainda é fundamental para o sucesso de uma empresa.

Embora a digitalização esteja avançando, as lojas presenciais ainda manterão a liderança. O lojista deve entender que há espaço para ambas as estratégias, o que dá mais opções e vantagens para o consumidor. A tendência é que físico e digital estejam cada vez mais entrelaçados, sendo necessário se planejar para essa realidade.

 

  1. Físico ou online: onde investir?

A maioria dos clientes gosta de comprar tanto no modo online, quanto na loja física. Cada modalidade de compra possui benefícios diferentes: nas lojas físicas, é possível experimentar o produto, além de já sair do estabelecimento com a compra. No online, encontra-se maior variedade e melhores ofertas. O preço, entretanto, continua sendo o principal fator na decisão, seguido pela experiência de compra e diversidade de escolhas.

Desse modo, para o varejo, aproveitar o melhor dos dois mundos é o caminho. Tecnologias sustentadas pela conectividade permitem combinar elementos digitais e físicos, resultando em uma experiência customizada. 

 

  1. Valorize a experiência do consumidor

A experiência de compra é o segundo fator determinante na decisão de compra para os consumidores brasileiros. Satisfeito, esse cliente tem maior probabilidade de voltar a comprar na loja, além de indicá-la a seus conhecidos.

Durante a pandemia, muitas marcas buscaram maneiras de proporcionar inovações nesse campo, como a Netshoes, que utilizou sistemas de realidade aumentada para permitir que os clientes experimentassem tênis de maneira virtual. Muitas lojas também apostaram em espelhos inteligentes, que permitiam provar a roupa digitalmente, sem a necessidade de vestir as peças.

 

  1. Atraia o público mais jovem

Com grande relevância nas decisões de compra familiares, o público jovem deve ser observado com atenção pelos lojistas. Nascidas dentro do contexto da internet, essas gerações estão acostumadas com os processos online, e representam o futuro do e-commerce.

Para atrair essa faixa etária, as tecnologias imersivas e a gamificação são ótimas ferramentas. A realidade virtual ou aumentada permite experiências de compra únicas, que devem ser exploradas criativamente. A gamificação inclui jogos interativos, quiz e pontuações por compra, e é adotada em diversas marcas, como a Shein.