A pandemia trouxe reflexões importantes a respeito do modo de consumo adotado pela sociedade: muitos consumidores, principalmente os que pertencem à Geração Z, passaram a valorizar a sustentabilidade e a economia circular. Um dos segmentos em que isto se comprova é o de revenda de artigos de luxo.

A  The RealReal, uma plataforma online norte-americana de compra e venda de marcas de luxo, registrou crescimento recorde em 2020, com mais de seis milhões de novos membros. De acordo com uma pesquisa realizada pela empresa, 45% desses compradores eram novos no mercado de revenda e 43% disseram que a sustentabilidade foi um fator decisivo para entrar nesse mercado.

Para a Geração Z, peças de marcas consagradas permanecem com o mesmo valor, apesar de serem seminovas. Não há problema em usar peças de coleções passadas, já que a moda se reinventa, e suas tendências são cíclicas.

O relatório ainda traz informações esclarecedoras a respeito das preferências dos consumidores. Dentre as marcas mais procuradas estão Gucci, Dior, Louis Vuitton e Chanel. As peças mais desejadas incluem bolsas, tênis, malhas mais casuais e tops sem mangas. Devido à valorização do conforto durante a pandemia, peças mais justas ao corpo, como os jeans skinny, acabaram perdendo espaço no segmento.

A tendência já chegou ao Brasil: a OZLLO é um marketplace que comercializa roupas novas e seminovas de grifes, com até 80% de desconto em relação ao preço das lojas. A marca conta com uma curadoria especializada, a fim de garantir o bom estado de conservação de cada peça e, também, a sua autenticidade.

A proposta do negócio é aproveitar peças paradas no armário de alguém e dar um novo destino a elas, prolongando, assim, a vida útil de cada item. Desta forma, todo o processo de produção é valorizado, desde a confecção da peça até o seu destino final.