Com mais de 150 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 aplicadas, o brasileiro começa a se sentir mais confiante para retomar seus antigos hábitos de consumo. Os reflexos positivos desse avanço já se mostram presentes no setor varejista: de acordo com o Mastercard SpendingPulse, as vendas cresceram 25,5% no primeiro semestre de 2021, em comparação com o mesmo período do ano passado. O índice inclui transações nas lojas físicas e online, em todas as formas de pagamento.

No mesmo período comparativo, as vendas do e-commerce tiveram queda de 12,3%, enquanto as vendas do varejo físico cresceram 10,1%, segundo o Indicador de Atividade do Comércio (IAC) do Serasa Experian. De acordo com Estanislau Bassols, gerente-geral da Mastercard Brasil, esse cenário é resultado da nova flexibilidade em relação à reabertura do comércio físico. “Após a intensa transformação digital que tivemos no ano de 2020, durante o qual todo o setor precisou migrar para o ambiente online, no primeiro semestre de 2021 começamos a observar o retorno do comércio físico e a volta do consumidor ao varejo tradicional”, analisa o profissional.

Recuperação parcial e positiva!

A porcentagem de 10,1% foi a maior expansão semestral do IAC desde 2010. Apesar de muito positiva, a alta observada ainda é uma recuperação parcial, já que não compensa a queda relacionada à pandemia em 2020. “Os números do acumulado de janeiro a junho de 2021 poderiam estar melhores, mas a segunda onda de Covid-19 e as restrições de funcionamento impostas ao varejo impactaram a retomada”, diz Luiz Rabi, economista da Serasa Experian.

Em destaque, há o setor de móveis, eletrodomésticos, eletroeletrônicos e informática, com expansão de 13,6%, após retração de 18,6% em 2020. Também registraram crescimento veículos, motos e peças (12,1%, de -20,7%), material de construção (12,1%, ante -14,8%) e supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (10,7%, ante -9,2%).

Setores com queda nas vendas incluem o de tecidos, vestuário, calçados e acessórios, com contração de 6,5% no primeiro semestre do ano (ante -19,9%), e o de combustíveis e lubrificantes, com queda de 3,5% (ante -10,1%).

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