O e-commerce foi o principal setor beneficiado pela pandemia. Segundo dados da consultoria Ebit Nielsen, com as restrições de circulação, houve um aumento de 41% no faturamento de vendas online no ano passado. Em 2021, o mercado segue aquecido: no primeiro semestre, o e-commerce bateu recorde de vendas, com faturamento de R$ 53,4 bilhões.

Dentro desse cenário, a Black Friday, evento mais importante do setor, também trouxe bons resultados: a data movimentou cerca de R$ 7,72 bilhões em 2020. O valor representou crescimento de 27,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados da Neotrust / Compre&Confie, empresa de inteligência de mercado.

Para este ano, as expectativas são positivas: 71% dos brasileiros pretendem fazer compras na Black Friday de 2021, segundo um estudo da Méliuz, startup de cashbacks. Do lado dos varejistas, as expectativas em relação à Black Friday também são otimistas, e levaram a grandes investimentos. O Mercado Livre, por exemplo, investiu cerca de R$ 5 bilhões no Brasil em 2021, com muitos esforços focados em logística.

O evento é realizado tanto no ambiente online como em lojas físicas e, apesar dos avanços da vacinação, houve queda no número de consumidores que declararam que vão comprar apenas em lojas físicas (8,9% dos entrevistados este ano, contra 11,06% em 2020). 56,7% pretendem comprar apenas online na Black Friday, e 28,2% dos entrevistados vão optar tanto por comprar pela internet, quanto em lojas físicas.

Em relação aos produtos, 64% dos respondentes declarou que espera comprar itens de desejo no período, com tendência de ticket médio maior de preço – como eletrodomésticos, televisores ou aparelhos eletrônicos. Dentre as categorias mais buscadas, 49,6% dos entrevistados buscam por eletrodomésticos e eletroportáteis. Em seguida, com a mesma porcentagem de 31,7%, vêm as categorias de acessórios e calçados, e de eletrônicos e informática. Móveis e decoração foram mencionados por 26,4% das pessoas, e smartphones, com 24,4%, fecham a lista.

A pesquisa também questiona os critérios importantes na hora de realizar a compra. A tendência geral permanece: para 60,7% das pessoas, o melhor preço é o principal critério. Incentivos, como cashback e cupons de desconto, vem em segundo lugar, com 13,4%. O frete grátis é a motivação para 12,6% das pessoas, e a reputação da empresa é decisiva para 6,5%. Outros 5,7% apontaram facilidade de pagamento, como crédito e juros baixos, como os principais fatores.

Em relação a valores, 24,5% pretendem gastar entre R$ 1.000 e R$ 2.999 na data, e 17,1% não têm limite de gasto, por enquanto.