Sua loja tem dados de sobra, mas decide vitrine no feeling?

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O cenário é familiar. Toda segunda-feira, o time de gestão recebe uma enxurrada de relatórios: fluxo de clientes, vendas por categoria, ticket médio, taxa de conversão, ranking de produtos. A planilha brilha. O BI está em dia.

Só que, quando chega a hora de decidir a próxima vitrine, o novo ponto focal ou a reorganização de uma categoria importante, a conversa muda de tom.

“Eu acho que fica melhor assim.”
“Na minha percepção, esse produto tem mais saída.”
“Acho que a gente devia encher mais a vitrine, chama mais atenção.”

De repente, toda aquela inteligência de dados da loja física some da conversa. A decisão que influencia o que o cliente enxerga primeiro, por onde ele anda e o que ele sente vontade de comprar ainda nasce muito mais do feeling do que de uma leitura estruturada de fluxo e conversão.

É aqui que muita rede está perdendo uma oportunidade gigante: transformar Visual Merchandising em uma alavanca de resultado, e não só em um fator estético.


Quer saber tudo sobre Visual Merchandising? Leia o artigo “Visual Merchandising: o que é e como ele pode transformar suas vendas no Varejo“.


 

O que os dados já sabem sobre a sua loja

Antes de falar de vitrine, manequim e mesas, vale recapitular o que a operação normalmente já mede:

  • Quantas pessoas passam em frente à loja.

  • Quantas entram.

  • De quem entra, quantas pessoas compram.

  • Quanto cada cliente compra em média.

  • Quais categorias giram mais e quais encalham.

Mesmo quando a rede ainda não usa contador de fluxo na porta, já existe pelo menos uma visão de vendas, produtos líderes, sazonalidade, diferenças entre lojas.

Agora imagina se essas informações fossem premissa básica na hora de pensar Visual Merchandising.
Imagina se cada decisão de vitrine fosse assim:

“Queremos aumentar a taxa de entrada, porque nosso fluxo de corredor é alto, mas pouca gente entra.”
“Queremos aumentar a conversão de quem prova, porque temos muito cliente indo até o provador e saindo sem comprar.”
“Queremos girar a categoria X, que está com estoque parado a 60 dias.”

Visual Merchandising deixa de ser “deixar bonito” e passa a ser desenho de estratégia física para responder a perguntas muito objetivas.

 

Uma história real demais: a vitrine que estava linda, mas não vendia

Pensa em uma gerente de loja de moda, vamos chamar de Ana.

A vitrine foi montada com a nova coleção. As peças estavam lindas, a equipe adorou, os clientes até elogiavam a montagem. Só que, na leitura de venda semanal, algo incomodava: o fluxo na frente da loja era bom, muita gente olhava, mas pouca gente entrava. E, pior, os produtos que estavam na vitrine não eram exatamente os que mais vendiam no salão.

Quando ela trouxe isso em uma reunião com o time de VM, a primeira reação foi defensiva:

“Mas a vitrine está tão bonita, será que não é outro fator?”

Ao invés de entrar em um debate de gosto, o time decidiu testar uma hipótese simples:

  • E se a gente limpar a vitrine, tirar excesso de informação, deixar só os looks mais comerciais e com preço mais competitivo?

  • E se a comunicação de preço aparecer de forma clara, sem poluir?

Durante duas semanas, a loja monitorou três coisas:

  • Número de pessoas que entraram.

  • Taxa de conversão.

  • Vendas dos produtos que apareceram na vitrine.

O que aconteceu?
O fluxo de entrada aumentou um pouco.
A taxa de conversão subiu de forma mais nítida.
Os produtos da vitrine passaram a vender bem mais que antes.

Não foi mágica. Não foi sorte. Foi a combinação de dados que já existiam com uma mudança de Visual Merchandising feita com intenção e medida com disciplina.

 

Como ligar Visual Merchandising a fluxo e conversão na prática

Se você quer sair da lógica do “acho” e entrar na lógica do “eu medi”, dá para começar com um passo a passo bem simples.

1. Comece com uma pergunta de negócio

Antes de mudar vitrine ou layout, faça uma pergunta clara:

  • Preciso aumentar fluxo de entrada?

  • Preciso melhorar a conversão de quem já entra?

  • Quero aumentar o ticket médio por cliente?

  • Quero girar uma categoria específica que está parada?

Essa pergunta orienta o resto.

2. Olhe para os números antes de mexer

Mesmo que o seu sistema não seja perfeito, olhe para:

  • Vendas da categoria ou produto que você quer impactar.

  • Taxa de conversão da loja no período recente.

  • Percepção do time sobre comportamento do cliente (entra, circula pouco, não acha o que procura etc.).

É o seu “antes”.

3. Proponha uma mudança de VM como experimento

A partir da pergunta e dos dados, pense em uma mudança concreta de VM:

  • Trazer uma categoria que está encalhada para um ponto mais quente de loja.

  • Colocar na vitrine os produtos com melhor elasticidade de preço para atrair mais gente.

  • Criar uma mesa de coordenação que estimule compra conjunta e aumente ticket.

  • Limpar um ambiente que está visualmente poluído e dificulta escolha.

O importante é saber o que você está tentando influenciar.

4. Execute, registre, compare

Depois de executar a mudança:

  • Documente com fotos, sempre com o mesmo ângulo.

  • Acompanhe os indicadores por alguns dias ou semanas, dependendo do movimento da loja.

  • Compare com o período anterior.

Mesmo que o cenário não seja perfeito, você começa a enxergar tendências.

 

Por que a tecnologia precisa entrar nessa conversa

Fazer esse processo de teste, registro e comparação na mão, com fotos soltas em WhatsApp, números dispersos e checklists em planilha, até dá. Mas a chance de isso virar rotina é muito pequena.

É aí que entram plataformas de gestão de Visual Merchandising, como o Vitrine Retail.

Quando o time usa um ambiente único para:

  • Enviar diretrizes de VM para cada loja.

  • Registrar fotos da execução, por campanha e por área.

  • Visualizar quais lojas realmente executaram o combinado.

  • Acompanhar prazos de ativação.

fica mais fácil ligar o que foi feito na loja com os resultados que o negócio está enxergando nos relatórios.

Você deixa de analisar “aquela loja que sempre manda foto porque gosta de VM” e passa a ter visão de rede, cluster, região. A discussão deixa de ser “a vitrine da loja X está bonita?” e passa a ser “as lojas que seguiram essa diretriz venderam quanto a mais?”.

 

VM como peça central da estratégia da loja física

Quando Visual Merchandising se conecta com fluxo e conversão, algumas coisas importantes mudam:

  • A área de VM ganha mais espaço na mesa de decisão, porque chega com dados, não só com referência de imagem.

  • Operações passa a enxergar VM como parte vital da performance da loja física, e não como detalhe visual.

  • A equipe de loja entende melhor o porquê de cada mudança, porque vê impacto na meta, não só na estética.

No fim, tudo se resume a isso: usar o que a loja já sabe sobre o comportamento do cliente para desenhar um espaço que convida, orienta e facilita a compra.

 

E o próximo passo?

Você não precisa ter um BI avançado e contador de fluxo em todas as portas para começar. Pode iniciar assim:

  • Escolha uma loja piloto.

  • Defina uma pergunta clara de negócio.

  • Faça uma mudança de VM orientada por essa pergunta.

  • Registre antes e depois, tanto em número quanto em imagem.

  • Use uma ferramenta que centralize diretriz, checklist e fotos.

Quer transformar o seu Visual Merchandising em um processo inteligente, eficiente e escalável? Conheça o Vitrine Retail e veja como planejar, executar e monitorar ações visuais com precisão e performance em toda a sua rede.

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