Você já percebeu como algumas lojas parecem “fotografáveis” sem esforço?
O cliente entra, para em um ponto específico, pega o celular quase no automático, faz um vídeo rápido, marca a loja, manda no grupo. E, enquanto isso, ele fica mais tempo ali dentro, circula mais, experimenta mais, compra mais.
Acontece que muita marca tenta copiar isso e erra feio. Em vez de criar um ponto de conteúdo que ajuda a vender, cria um canto que atrapalha o fluxo, polui a comunicação e compete com o produto.
O segredo não é fazer um cenário bonito. É fazer um cenário com propósito.
Quer saber tudo sobre Visual Merchandising? Leia o artigo “Visual Merchandising: o que é e como ele pode transformar suas vendas no Varejo“.
Por que conteúdo dentro da loja virou assunto de performance
O consumidor está cada vez mais influenciado por conteúdo no dia a dia. E esse conteúdo não precisa vir da marca. Muitas vezes, o que pesa mesmo é a sensação de autenticidade do que outras pessoas mostram.
Relatórios e levantamentos de mercado apontam a força do conteúdo gerado por consumidores e a percepção de autenticidade como fator de confiança. Isso impacta diretamente a decisão de compra e a forma como as pessoas descobrem produtos.
No físico, isso cria uma oportunidade muito concreta: transformar a loja em um lugar onde o cliente gera prova social ao vivo.
E tem um indicador que costuma ser ignorado nesse debate, mas é central: tempo de permanência. Estudos e análises de mercado sobre varejo experiencial apontam aumento do tempo de permanência em lojas que investem em experiência, e isso tende a se conectar a aumento de venda.
Então o ponto não é “ser instagramável por vaidade”. É construir experiência que aumenta permanência, lembrança e conversão.
O erro mais comum: cenário que compete com o produto
Quando alguém decide criar um ponto instagramável, geralmente começa pela estética. E aí nasce o problema.
Coloca um letreiro enorme, uma parede chamativa, um excesso de informação, um elemento que fica lindo na foto… mas que não tem conexão com o produto, com a coleção e com a jornada de compra.
A loja ganha um canto bonito e perde coerência. O cliente tira foto e vai embora.
Se o objetivo é vender mais, o ponto de conteúdo precisa fazer o oposto: ele precisa aproximar o cliente do produto e facilitar uma decisão.
O que é um ponto instagramável que vende
Um ponto instagramável que vende tem três características bem claras.
- Ele é fácil de entender em 2 segundos.
- Ele tem conexão direta com produto e com uma história.
- Ele não atrapalha a operação.
Pensa nele como um “post físico” dentro da loja. Um post bom não tem 20 mensagens. Ele tem uma.
Onde colocar para funcionar sem travar o fluxo
A localização decide metade do resultado. Os melhores lugares costumam ser:
- Entrada, como gancho. Aqui, o ponto precisa ser rápido, porque o cliente ainda está decidindo se fica.
- Ponto focal interno, quando você quer mudar o ritmo e puxar o cliente para dentro.
- Provador, porque ali o cliente já está em modo decisão. Se você cria um ponto de conteúdo no provador que melhora autoestima e reforça coordenação, você ganha ticket.
- Próximo ao caixa, com lógica de presente, acessórios e itens complementares. Aqui funciona muito quando o conteúdo também ajuda a escolher rápido.
O ponto importante é: não coloque o cenário no meio do caminho. Ele tem que ser um convite, não um bloqueio.
Como criar um ponto de conteúdo sem gastar uma fortuna
Muita gente acha que precisa de mega cenografia. Não precisa. O que mais funciona, na prática, é combinação de elementos simples:
- Uma boa luz.
- Um espelho com moldura que valorize.
- Uma frase curta que tenha a ver com a marca.
- Uma textura ou cor que contraste com o produto.
- Um detalhe que vira assinatura, como uma moldura, um arco, um painel.
Existem boas práticas de mercado para “instagramabilidade” no varejo que passam por exatamente isso: criar um lugar que o cliente queira registrar, mas que ainda pareça parte da loja e não um evento solto.
O pulo do gato: conectar conteúdo com produto
Aqui é onde o VM vira performance. Se o cliente gera conteúdo e esse conteúdo não “puxa” produto, você está criando tráfego emocional sem venda. O ponto de conteúdo precisa estar amarrado em uma dessas três lógicas:
- Look pronto. O cenário tem ao lado um look montado e fácil de replicar.
- Coleção com história. O ponto está ligado a uma cápsula, a uma novidade, a uma ocasião.
- Presente sem erro. O ponto ajuda o cliente a escolher, com kits e faixas de preço.
Você pode usar recursos simples para encurtar caminho: QR para página da coleção, sinalização curta, tags de produto que não poluem, ou até um “top 5 da semana” logo ao lado. O objetivo é que o cliente saia do registro e caia na experimentação.
O que medir para saber se o ponto está funcionando
Se você quer trazer informação verídica e ter argumento interno, dá para medir de forma bem pragmática.
- UGC e marcações: Quantas pessoas marcaram a loja, postaram no local ou usaram uma hashtag específica da campanha.
- Permanência: Se você tem alguma forma de observar o tempo de permanência, vale acompanhar se aumentou na área do ponto. É um indicador muito ligado à chance de compra, e é por isso que aparece com força em análises de varejo experiencial.
- Impacto em itens próximos: A venda de itens posicionados no entorno aumentou? Itens complementares giraram mais? Ticket médio subiu?
- Conversão em períodos de ativação: Quando o ponto está “no ar”, a conversão melhora em comparação a semanas sem ativação similar?
E um alerta importante: não tente atribuir tudo ao ponto. O melhor uso dos dados aqui é detectar tendência e tomar decisão de continuidade ou ajuste.
Como não virar bagunça e matar o VM
O ponto de conteúdo dá certo quando ele respeita o resto da loja. Três cuidados evitam 80 por cento dos problemas:
- Governança de mensagem. Uma frase. Uma ideia. Sem excesso.
- Rotina de manutenção. Cenário “instagramável” bagunçado vira cenário triste em dois dias. Precisa de um dono e um checklist simples.
- Padronização em rede. Se uma loja executa bem e outra executa mal, a percepção de marca quebra. A consistência é o que transforma um ponto legal em estratégia escalável.
Loja que vira cenário de conteúdo pode vender mais, sim. Mas não porque está bonita na foto. Vende mais quando o ponto de conteúdo aumenta permanência, cria prova social e conduz o cliente para o produto com menos esforço. E isso só acontece quando o VM trata o “instagramável” como parte da jornada, não como enfeite.
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